quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A Máquina de Escrever

Mãe, se eu morrer de um repentino mal,
vende meus bens a bem dos meus credores:
a fantasia de festivas cores
que usei no derradeiro Carnaval.

Vende ese rádio que ganhei de prêmio
por um concurso num jornal do povo,
e aquele terno novo, ou quase novo,
com poucas manchas de café boêmio.

Vende também meus óculos antigos
que me davam uns ares inocentes.
Já não precisarei de duas lentes
para enxergar os corações amigos.

Vende , além das gravatas, do chapéu,
meus sapatos rangentes. Sem ruído
é mais provável que eu alcance o Céu
e logre penetrar despercebido.

Vende meu dente de ouro. O Paraíso
requer apenas a expressão do olhar.
Já não precisarei do meu sorriso
para um outro sorriso me enganar.

Vende meus olhos a um brechó qualquer
que os guarde numa loja poeirenta,
reluzindo na sombra pardacenta,
refletindo um semblante de mulher.

Vende tudo, ao findar a minha sorte,
libertando minha alma pensativa
para ninguém chorar a minha morte
sem realmente desejar que eu viva.

Pode vender meu próprio leito e roupa
para pagar àqueles a quem devo.
Sim, vende tudo, minha mãe, mas poupa
esta caduca máquina em que escrevo.

Mas poupa a minha amiga de horas mortas,
de teclas bambas,tique-taque incerto.
De ano em ano, manda-a ao conserto
e unta de azeite as suas peças tortas.

Vende todas as grandes pequenezas
que eram meu humílimo tesouro,
mas não! ainda que ofereçam ouro,
não venda o meu filtro de tristezas!

Quanta vez esta máquina afugenta
meus fantasmas da dúvida e do mal,
ela que é minha rude ferramenta,
o meu doce instrumento musical.

Bate rangendo, numa espécie de asma,
mas cada vez que bate é um grão de trigo.
Quando eu morrer, quem a levar consigo
há de levar consigo o meu fantasma.

Pois será para ela uma tortura
sentir nas bambas eclas solitárias
um bando de dez unhas usurárias
a datilografar uma fatura.

Deixa-a morrer também quando eu morrer;
deixa-a calar numa quietude extrema,
à espera do meu último poema
que as palavras não dão para fazer.

Conserva-a, minha mãe, no velho lar,
conservando os meus íntimos instantes,
e, nas noites de lua, não te espantes
quando as teclas baterem devagar.

(Giuseppe Ghiaroni)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Bebum, pinguço e biriteiro são apenas “estágios” ou “posições hierárquicas”

Um dos maiores erros cometidos pelos leigos em assuntos etílicos é posicionar inadequadamente o cidadão alcoolizado na hierarquia bebunística. Por desconhecerem que há critérios técnicos regulamentados pelo Incopo, costumam chamar, às vezes, um simples biriteiro de pau-d’água ou um pinguço de pé-de-cana. Quanta ignorância! Bebum, pinguço e biriteiro são apenas “estágios” ou “posições hierárquicas” alcançadas de forma meritória com muito denodo e competência. Tomar um porre todo mundo toma, porém, ter status etílico, é outra coisa. De “bêbado” a “papudinho”.


1 - Bêbado - É a patente mais insignificante da escala, mesmo porque não chega a ser um profissional. A coisa aí é definida pelo verbo de ligação; normalmente o sujeito está bêbado, não é bêbado. É como os ministros. Eles não são ministros, estão ministros, o que também não impede que o ministro seja ou esteja bêbado. É o pé-de-chinelo da escala. O bêbado, não o ministro, é claro!


2 - Biriteiro - É o cara que, depois de alguns porres, acaba se interessando pela carreira e começa a praticar a bebunagem com regularidade. Como o fígado ainda está tinindo e a família achando que aquilo é só uma “fase passageira”, ele vai metendo os cornos devagarinho. Toma três hoje, duas amanhã, pára no domingo, recomeça na terça, vomita na quinta, toma boldo na sexta, e vai indo… Como ainda não tem certo domínio sobre o álcool, acaba fazendo merda. E depois da primeira, é uma atrás da outra, para alegria dos cunhados canalhas.


3 - Bebum - É uma patente acima do biriteiro. Mais constante e mais previsível, quanto às cagadas que costuma aprontar, o bebum é aquele cara que vive pagando mico, para a vergonha da esposa e felicidade da sogra. Pode ser “sistemático”. Faz merda todo dia, ou “assistemático” não faz mais merda; já tem o suficiente em estoque.


4 - Pinguço - O que faz com que um bebum seja elevado à categoria de pinguço é o horário em que passa a adentrar no recinto cachacístico. O bebum é um notívago por excelência, quer dizer, só costuma molhar o chifre à noite, enquanto o pinguço é um “tardívago”; começa na hora que seria do almoço. Seria, mas não é. Almoço, para pinguço, é perda de tempo. Só pode ter sido invenção de crente.


5 - Pau-d’água - É o pinguço que já perdeu o respeito da vizinhança. Embora seja uma patente alcoólica de grande carisma, a expressão “pau-d’água” é usada por muitos abstêmios como adjetivo pejorativo. E isso é sacanagem. Se o pau-d’água fosse da família deles seria “vítima do alcoolismo”, agora, como não é… É o mesmo preconceito que muita gente tem contra a viadagem; se é da nossa família é “homossexual”,mas se for da família do vizinho é “viado”,”bichona sem-vergonha”.

6 - Pé-de-cana - É o pau-d’água pobre. O cara rico, de porre, é extravagante; o pobre, é impertinente. Se é rico fica eufórico; se é pobre faz vergonha. Rico fica alegre; pobre enche o saco. Rico agita a madrugada; pobre enche os culhões. Não tem como escapar! Só enchendo os cornos para esquecer este preconceito…


7 - Papudinho - É a maior patente da escala, o último e derradeiro degrau. É quando a cara incha de vez, os olhos empapuçam, o passo fica curto, os pés engordam, as mãos vacilam, a voz se arrasta e até o anjo da guarda dá no pé. Geralmente é um solitário. Bebe sozinho, cai sozinho, mija nas calças sozinho, e fica babando no sereno até que uma alma caridosa, normalmente um outro papudinho - se ofereça para ajudar. Ocorre que, muitas vezes, o outro papudinho está ainda mais mamado e acaba caindo também. Aí, para levantar dois papudinhos são necessários outros dois papudinhos, e que quase sempre não aparecem já que estão caídos mais adiante. Daí então, só de revolta, resolvem forma mais uma dupla sertaneja só para torrar de vez com o saco dos brasileiros. Além destas sete patentes, há algumas outras posições intermediárias como sub-bebuns, terceiros, segundos e primeiros pinguços, biriteiros de corveta, etc, mas que são estritamente corporativas e servem, tão-somente, para efeito de promoção.


8 - Ébrio - Figuras como o “Ébrio”, por sua vez, não são mais reconhecidas como patente. O ébrio, pra quem não sabe, é o bebum em desuso. Ainda há alguns poucos remanescentes no mercado mas que a família prende em casa para evitar que façam merda na rua. Os poucos que ainda existem funcionam à válvula, já perderam o contraste e têm sérios problemas com o vertical. E aí, vamos tomar quantas?

(Autor Desconhecido)

domingo, 15 de agosto de 2010

Como arrumar um marido rico? Deu no Financial Times.

Essa história foi publicada no Financial Times, o maior jornal sobre economia do mundo. Hilário! Reproduzo na íntegra, inclusive com os comentários da pessoa que encaminhou essa mensagem. Boa leitura!


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MARIDO RICO

Uma moça escreveu um email para o jornal pedindo dicas sobre "como arrumar um marido rico". Contudo, mais inacreditável que o "pedido" da moça, foi a disposição de um rapaz que, muito inspirado, respondeu à mensagem, de forma muito bem fundamentada. Sensacional! Leiam...

E-mail da MOÇA:

"Sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe. Estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste jornal, ou alguma mulher casada com alguém que ganhe isso e que possa me dar algumas dicas? Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso. E 250 mil por ano não vão me fazer morar em Central Park West. Conheço uma mulher (da minha aula de ioga) que casou com um banqueiro e vive em Tribeca! E ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente. Então, o que ela fez que eu não fiz? Qual a estratégia correta? Como eu chego ao nível dela? (Raphaella S.)"

Resposta do editor do jornal:

"Li sua consulta com grande interesse, pensei cuidadosamente no seu caso e fiz uma análise da situação. Primeiramente, eu ganho mais de 500 mil por ano. Portanto, não estou tomando o seu tempo a toa... Isto posto, considero os fatos da seguinte forma: Visto da perspectiva de um homem como eu (que tenho os requisitos que você procura), o que você oferece é simplesmente um péssimo negócio.

Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples, proposta clara, sem entrelinhas: Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro.

Mas tem um problema. Com toda certeza, com o tempo a sua beleza vai diminuir e um dia acabar, ao contrário do meu dinheiro que, com o tempo, continuará aumentando. Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação e eu sou um ativo rendendo dividendos. E você não somente sofre depreciação, mas sofre uma depreciação progressiva, ou seja, sempre aumenta! Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar linda pelos próximos 5 ou 10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano. E no futuro, quando você se comparar com uma foto de hoje, verá que virou um caco.

Isto é, hoje você está em 'alta', na época ideal de ser vendida, mas não de ser comprada. Usando o linguajar de Wall Street, quem a tiver hoje deve mantê-la como*'trading position' (posição para comercializar) * e não como* 'buy **and** hold' (compre e retenha)*, que é para o quê você se oferece...

Portanto, ainda em termos comerciais, casar (que é um 'buy and hold') com *você não é um bom negócio a médio/longo prazo! Mas alugá-la, sim! *Assim, em termos sociais, um negócio razoável a se cogitar é namorar. Cogitar... Mas, já cogitando, e para certificar-me do quão 'articulada, com classe e maravilhosamente linda' seja você, eu, na condição de provável futuro locatário dessa 'máquina', quero tão somente o que é de praxe: *fazer um 'test drive' antes de fechar o negócio... podemos marcar?"*

(Philip Stephens, associate editor of the Financial Times - USA)"

OBS.: Não é a toa que o cara ganha mais de US$ 500.000 por ano!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Uma pedra no meio do caminho (http://gbrazileiro.blogspot.com/)

Coloco abaixo texto de um amigo sobre assalto sofrido recentemente. Ele possui um Blog: http://gbrazileiro.blogspot.com/

Acompanhem seu relato:


sexta-feira, 30 de julho de 2010

... aí, embora muito cansado pelo intenso dia de trabalho, pedi ao meu filho para dar uma paradinha na padaria, onde compraria alguns itens para o jantar, em seguida.
Apressado, desci do carro e adentrei na delicatessen favorita, na Avenida Rosa e Silva, zona nobre do Recife. Empurrei a porta de vidro e dei de cara com dois senhores deitados rostos colodos ao chão. “Ôxente! Quequi vocês estão fazendo aí, deitados na passagem?” perguntei intrigado. A resposta foi cruel, veio pelas costas na forma de um revólver e gritos ameaçadores do tipo: “É um assalto, passa a carteira e o celular!!!! Vai seu p....!!!!!” Incrédulo, com a “ficha enganchada, sem cair de imediato”, fui acuado e começando a enxergar, devido aos berros do primeiro ladrão, secundado por outro mais agitado, ainda. Graças a Deus entendi que estava inserido em mais uma cena do banal quotidiano brasileiro. Diante de tudo, não tendo o que fazer e "morrendo" de medo de tomar um tiro na testa, entreguei meu iPhone 3G, da Apple contendo preciosos arquivos e a minha carteira recheada de identificações, cartões de crédito, fotos dos meus amados familiares e, aproximadamente, duzentas pilas em espécie.
Os assaltantes saíram correndo. Aliás, sumiram no meio do mundo deixando uma multidão congelada – era hora do rush, todo mundo voltando para casa e o engarrafamento de sempre – a ver tudo na maior passividade. Incrível! Embora ordenado a deitar no chão do estabelecimento comercial, não cheguei a fazê-lo, porque os meliantes se escafederam açodadamente, deixando as vítimas em estado de choque a se erguer lentamente. Olhei prumladoepruoutro, marquei retirada, entrei esbaforido no meu carro, ordenando partida ao filho no volante. “Que foi que houve? Tá todo mundo saindo adoidado, daí de dentro...” referindo-se à retirada dos ladrões. Expliquei o ocorrido e meu ingênuo herdeiro deu partida em velocidade, ameaçando perseguir os larápios. “Qual nada rapaz, larga de valentia... baixa essa bola” argumentei estressado, claro, mas buscando controlar a situação. Puro arroubo da juventude! "Tudo que eu entreguei já era... o importante é que estou vivo!" esbravejei. E de quebra perguntei: “Qual foi o melhor: sair daqui inteiro ao seu lado ou você ter que me enterrar amanhã, com uma bala na testa?”
Na noite passada, lembrei-me de Drumond porque tropecei numa pedra no meio do caminho. Uma “pedra” em forma de indesejado assalto. Só lembrando: “No meio do caminho tinha uma pedra/tinha uma pedra no meio do caminho/tinha uma pedra no meio do caminho/tinha uma pedra” .
O danado é que a gente ouve falar que é comum, que todo mundo já foi assaltado e que não devemos nos surpreender caso sejamos apanhados. Mas, é duro viver a situação. Por que eu? Trabalho, contribuo para o desenvolvimento do país, pago meus impostos em dia, tenho uma vida regrada e solidária com a Pátria e com os compatriotas, sigo na risca os ditames da Constituição, faço caridades, amo ao próximo como a mim mesmo e, ainda assim, tenho que me sujeitar a coisas dessa natureza. Natureza perversa, meu Deus! Tudo por lamentável falha da gestão social da Nação: falta de educação, de saúde coletiva, inclusive mental, de formação profissional, de meios de vida dignos, de investimentos produtivos e geração de empregos. Temos uma terra rica, cheia de potencialidades e mal aproveitadas.
Outro dia, a proposito da insegurança reinante, cheguei a dizer que havia perdido a esperança e fui criticado. Mas, como alimentar esperança, sendo covardemente atingido no que mais sagrado existe que é a privacidade, o direito à propriedade, o de ir e vir e, até, de viver?
Outubro vem por aí e, novamente, a sociedade vai cobrar providencias aos postulantes a cargos eletivos. Vai ouvir promessas entusiasmantes e, depois, quando novembro chegar, vai reiniciar outro longo período, de quatro anos de espera, para se encher de novas promessas... inúteis.
Resta apenas pedir proteção aos santos e arcanjos. A Deus por fim, para que Ele vá retirando as pedras do caminho. No meio do caminho você sempre pode encontrar uma pedra. No meio do caminho...ontem, eu tive uma pedreira.

Postado por Girley Brazileiro às 18:06

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Relações sociais aumentam expectativa de vida

Um estudo realizado por professores da Universidade Brigham Young, em Utah, nos EUA, concluiu que as relações sociais -amigos, família, vizinhos e colegas- aumentam as chances de viver mais em 50%. A pesquisa foi publicada na revista científica PLoS Medicine.

Os pesquisadores analisaram dados de 148 estudos previamente publicados e mediram a frequência da interação humana e da saúde, controladas por um período de sete anos e meio, em média.

No entanto, o estudo não informa sobre a qualidade dos relacionamentos. "Os dados mostram simplesmente se as pessoas estavam integradas em uma rede social", informou a professora Julianne Holt-Lunstad, que liderou a pesquisa. "Isso significa que os efeitos das relações negativas são agrupados com as positivas. Eles estão todos juntos em média."

A professora disse ainda que há muitos fatores que ligam a presença de amigos e família a uma saúde melhor. "Quando alguém está ligado a um grupo e sente responsabilidade por outras pessoas, cuida melhor de si e corre menos riscos", afirmou Holt-Lunstad.

Segundo o outro líder do estudo, Timothy Smith, "esse efeito não é isolado em adultos mais velhos. Relacionamentos fornecem um nível de proteção em todas as idades".

As conveniências modernas e a tecnologia podem levar algumas pessoas a pensar que as relações sociais não são necessárias, alertou Smith. Mas segundo o professor, "a interação constante é benéfica não só para a saúde psicológica, como também para a física".

Em entrevista à Folha, o cardiologista e nutricionista Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, explicou que "todas as aceitações de prazer e bem-estar -como alegria, satisfação e realização- estão relacionadas à liberação de substâncias vasodilatadoras".

Por isso, quem tem mais sensações de prazer corre menos risco de sofrer uma doença cardíaca. "Quando uma pessoa fica nervosa, aumenta a produção de adrenalina no sangue, que tem ação vasoconstritora (contração dos vasos sanguíneos), o que provoca mais problemas no coração. Quem é mais relaxado, vive mais", afirmou o cardiologista.

O geriatra Luiz Antonio Gil Jr., diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Geriatria, também concorda que as relações sociais promovem benefícios. "A pessoa acaba se cuidando mais quanto tem um suporte social melhor."

Ele acredita que o contato com outras pessoas estimula o cuidado com a saúde, pois insere o indivíduo em atividades físicas e sociais. De acordo com Gil Jr., "as relações melhoram o humor, o que diminui o risco de depressão".


Fonte: MARIANA PASTORE/FOLHA

quarta-feira, 28 de julho de 2010

As leis da atração sexual


A atração física pode ser um assunto muito velho, mas apenas agora estudos estão sendo capazes de explicar a ciência por trás do “sex appeal”. Fatores inesperados – como tom de voz e odores corporais – podem ter um papel mais importante na sua escolha do que você pensava.

Karl Grammer e Elizabeth Oberzaucher estão coordenando as pesquisas sobre como os “aromas humanos” influenciam a atração sexual. Eles descobriram que, quando uma mulher está ovulando, ela produz copulina, uma substância que exala um odor que atrairia homens.

Os pesquisadores acreditam que, quando um homem inala copulina, seu nível de testosterona aumenta. Como “efeito colateral” seus poros secretam androsterona – uma substância cujo cheiro repele mulheres que não estão ovulando.

Como Oprah Winfrey declarou em seu programa, “bares e clubes noturnos ao redor do mundo são campos de batalha dessa guerra bioquímica”.

A terapeuta sexual Laura Berman afirma que a atração tem muito mais a ver com a evolução e com a ciência do que as pessoas pensam. De acordo com ela, somos capazes de, conscientemente, discernir mais de 10 mil aromas diferentes. Mas, inconscientemente, percebemos muito mais cheiros.

Esses odores fazem com que os homens saibam quando uma mulher está em seu período fértil e fazem as mulheres saberem os níveis de testosterona dos homens. Como resultado, as pessoas sabem qual é o período certo para a procriação, mesmo que inconscientemente. “A maior questão é a sobrevivência da espécie” declara Berman.

Um dos comentários que Berman mais ouve de suas pacientes é a de que elas amam seus namorados, mas eles não as amam. Ela lembra que há uma diferença entre amor e química. A dica dela para perceber a química é dar uma “fungada” no rapaz quando ele saiu do banho, mas está sem colônia ou perfume. Se esse cheiro a excitar, é a química funcionando.

Outro fator inesperado que foi recentemente descoberto é que mulheres que tomam anticoncepcionais são mais atraídas por homens com problemas de fertilidade. O nível de infidelidade entre esses casais também é maior.

Mais uma das surpresas foi que o tom de voz também influi na atração sexual. De acordo com Gordon Gallup, professor da Universidade Estadual de Nova York, em Albany, quando as mulheres estão em período fértil, suas vozes são consideradas mais atraentes pelos homens.

A ovulação também pode tornar as mulheres mais bonitas. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Aberdeen, na Escócia, homens acharam determinadas mulheres mais atraentes quanto elas estavam ovulando.

A simetria também tem um papel importante na hora de “decidir” se o rosto de uma pessoa é atraente ou não. A média das pessoas “normais” fica entre 4 e 6, em uma escala de 10. Angelina Jolie tem 7.6, uma nota considerada muito alta. Mas o campeão é seu marido, Brad Pitt, com o incrível score de 9.3.

No entanto, nem tudo que envolve a difícil tarefa de encontrar um parceiro é um processo biológico. Foi comprovado que, quando mulheres não sabem nada sobre um homem e são apresentadas a sua foto a nota que elas dão para seu rosto é uma. Quando elas são informadas sobre a renda da pessoa, e se o salário é bom, a nota tende a ficar maior.
Berman afirma que não é porque mulheres são interesseiras.

“Procuramos o mais apto a cuidar dos filhos. E isso ocorre tanto na genética quanto no status social e econômico. Isso vem de motivos evolutivos. Antes procurávamos quem era o melhor caçador, pois ele traria o maior pedaço de carne para casa. E é a mesma coisa hoje. Procuramos quem tenha capacidade de sustentar uma família” explica.

O cheiro, o tom de voz e a simetria do rosto são maneiras de se encontrar um parceiro. Mas quando você já o encontrou, como saber se o relacionamento irá funcionar?

De acordo com Berman, a melhor maneira de se aprender sobre isso é com o beijo. “Cerca de 60% das mulheres afirmam que dispensariam um cara se seu primeiro beijo fosse ruim”. E, segundo ela, a quantidade de beijos trocados é um sinal de felicidade no relacionamento. “Casais que trocam carinhos e se beijam frequentemente tem chances oito vezes menores de ficarem deprimidos ou estressados. Vocês precisam ter um mínimo de dez segundos de beijos por dia” explica. [CNN]

terça-feira, 27 de julho de 2010

Há momentos...

Há momentos onde o cansaço excede a esperança de estar em paz.

Há momentos onde a tristeza alcança a doce alegria que nos acompanha.

Há momentos onde a desistência fala mais alto, restando-nos o vazio, a espera.

Há momentos onde somos obrigados a dar limites, quando na realidade gostaríamos de seguir livres pelos caminhos que escolhemos.

Há momentos onde falar mais alto parece ser mais importante que calarmos na doçura do silêncio e da compreensão.

A paz não é vazia, anterior a ela existe um longo aprendizado, por isto a necessidade de tantos momentos vividos...

Dá alívio saber que nada é para sempre.

Dá alegria saber que tudo é passível de mudanças.

Dá tranqüilidade saber que podemos aprender e re-aprender, lapidando dia a dia a pedra bruta que oculta o diamante que trazemos dentro de nós.

Renascer a cada momento, eis a fonte da onde brota o conhecimento tão necessário para que possamos seguir cada vez mais confiantes e serenos.



(Autor desconhecido)